Contorno da seção

    • Olá pessoal, convidamos todos a compartilharem um pouco de vocês para nos conhecermos!

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    • Professores: Arilson Favareto e Nadine Marques

      Ementa: O sistema agroalimentar global reduziu significativamente a fome desde os anos 1960, mas está no centro da tripla crise planetária: mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição. A agropecuária responde por um terço das emissões de gases de efeito estufa e é o principal vetor da degradação ambiental, devido ao uso intensivo de agrotóxicos e medicamentos que agravam a resistência antimicrobiana. O Brasil, destaque na Revolução Verde, lidera a produção mundial de fontes proteicas vegetais e animais. Contudo, esse modelo produtivo ameaça os solos, exige insumos químicos crescentes e promove hábitos alimentares prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente, e se mostra socialmente e economicamente insustentável. Esta aula apresentará o complexo cenário exposto, apontando para a urgente e incontornável necessidade de uma transição que possa ser chamada de justa e sustentável nos sistemas agroalimentares.

    • Professor: Ricardo Abramovay

      Ementa: O traço mais importante do sistema agroalimentar atual é sua tríplice monotonia. Ela se manifesta: 1. Na paisagem agrícola dominada por vastos campos de grãos, na perda de biodiversidade — tanto das culturas quanto dos solos — e na eliminação sistemática de insetos, fungos, plantas espontâneas e microrganismos; 2. Na homogeneidade genética das criações animais, intensivas e dependentes de antibióticos; 3. A partir da crescente presença de ultraprocessados, incluindo carnes processadas, que ocupam cada vez mais espaço nas prateleiras, geladeiras e mesas, promovendo uma alimentação padronizada, pobre em diversidade e amplamente prejudicial. Esta aula permitirá identificar e destrinchar os elementos que compõem a chamada tríplice monotonia para que se possa combatê-la nas deferentes frentes de atuação sobre os sistemas agroalimentares.

    • Professora: Ludmila Rattis

      Ementa: A demanda asiática por proteínas animais, especialmente na China, é o principal motor da monotonia agrícola brasileira. A produção de soja, voltada majoritariamente à alimentação de suínos, molda a ocupação territorial e as infraestruturas públicas e privadas do país. Essa interdependência Brasil-China gera custos econômicos e ambientais significativos, como desmatamento e escassez hídrica. Com a desaceleração chinesa e o aumento dos custos, surgem alternativas produtivas: práticas como rotação de culturas e uso de bioinsumos ganham espaço, mostrando benefícios concretos. A partir deste diagnóstico, a aula proporá reflexões sobre como superar o domínio da soja e diversificar a agricultura brasileira de forma sustentável.

    • Professor: Judson Valentim

      Ementa: A pecuária bovina brasileira está profundamente associada ao desmatamento, erosão da biodiversidade e às emissões de gases de efeito estufa, especialmente por ser implementada em áreas recentemente desmatadas como forma de legitimar ocupações frequentemente ilegais. Apesar destas características serem cada vez mais amplamente conhecidas, esta aula abordará soluções possíveis que já são propostas e implementadas no Brasil, como a integração de leguminosas e arborização nos pastos, que promovem uma diversificação sustentável da pecuária.

    • Professora: Rita Albernaz-Gonçalves

      Ementa: O notável aumento na oferta de carnes de aves e suínos no Brasil e no mundo apoia-se em sistemas industriais que utilizam linhagens uniformes e criam animais em espaços confinados, sem acesso à luz. Esses métodos geram sofrimento e dependem intensamente de antibióticos, contribuindo para a crescente resistência antimicrobiana. A aula 5 se aprofundará nos riscos à saúde pública deste modelo de criação, além de apresentar alternativas ambientalmente sustentáveis e eficazes.

  • Professor: Walter Belik

    Ementa: A agropecuária no Brasil hoje é refém de insumos e canais de distribuição sobre os quais não tem controle, e essa dependência é um importante fator de atraso da transição para sistemas alimentares sustentáveis. O poder concentrador dos grandes varejistas reduz a diversidade de produtos e reforça um modelo de produção e consumo marcado pela uniformidade. Ao evidenciar essas barreiras estruturais, esta aula avançará abordando a necessidade de repensar a relação entre agropecuária, fornecedores e pontos de venda para alcançar práticas mais sustentáveis e diversificadas.

  • Professora: Maria Laura da Costa Louzada

    Ementa: Nesta aula, será possível verificar, com base em três edições da Pesquisa de Orçamentos Familiares, o evidente crescimento do consumo de ultraprocessados e carnes no Brasil, inclusive entre as populações mais pobres, acompanhado pela progressiva redução na biodiversidade alimentar. A partir deste diagnóstico, iniciativas e políticas para a melhora do padrão alimentar dos brasileiros serão abordadas, destacando seus avanços e as lacunas institucionais que ainda precisam ser superadas.

  • Professoras: Fernanda Marrocos e Nadine Marques

    Ementa: O tratamento dado aos sistemas agroalimentares nos espaços de governança global ainda é marginal — sobretudo se comparado à centralidade da transição energética. A presidência brasileira do G20 (em 2024) e a realização da COP30 sobre mudanças climáticas no Brasil colocou o país numa posição estratégica para avançar neste tema. Nesta aula, a linha do tempo, os avanços recentes e o status atual da transição agroalimentar nos espaços multilaterais serão os temas centrais, para que seja possível imaginar caminhos a partir daí.

  • Professores: Cesar Favarão e Isabel Drigo

    Ementa: Políticas públicas são ferramentas fundamentais para mobilizar os diversos atores, setores e escalas envolvidos na pretensa transição dos sistemas agroalimentares. Esta aula se debruçará sobre o histórico de desenvolvimento, implementação e monitoramento destas políticas, além de propor cenários de aprimoramento das mesmas e de ser um convite a imaginar políticas inovadoras.

  • Professor: Renato Maluf

    Ementa: A aula de fechamento do curso propõe olhar para os sistemas agroalimentares em diferentes escalas (global, nacional e local) e em várias dimensões (produção, distribuição, consumo), identificando tensões entre atores, práticas e visões. A pluralidade de sistemas — com dinâmicas econômicas, atores sociais e decisões políticas diversas — molda como cada comunidade obtém e acessa seus alimentos, definindo disponibilidade e qualidade conforme o contexto.

    • Os alunos terão até 09/02 para elaborar um ensaio de uma página, reunindo seus principais achados e reflexões, bem como possíveis implicações para a prática. Essa atividade não é obrigatória para a emissão do certificado, mas reforçamos sua importância como exercício de síntese e aprofundamento. 

      Em anexo estão alguns exemplos no formato “one page”, para aqueles que desejarem elaborar graficamente o texto feito.

      Prazo final: 09/02.