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Curso: Introdução à análise de dados on-line na pesquisa em Comunicação | ABERTO | | USP Extensão
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Boas-vindas a você que começa o curso Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação. A preocupação central é formar pessoas com interesse em realizar pesquisas na internet.
Há duas formas de oferta. Em turmas de indivíduos matriculados e outra livre, autoinstrucional. Apenas a primeira oferecerá a certificação. A metodologia do curso, baseada na aprendizagem social, enfatiza a interação ativa com o ambiente e com as demais pessoas, de modo a fortalecer o desenvolvimento de uma atitude investigativa.
O curso possui sete módulos, cada um com duas atividades, além de um trabalho conclusivo. Os dois primeiros módulos oferecem um enquadramento geral da discussão. Os quatro módulos seguintes possuem atividades que se voltam aos interesses de cada um. O último módulo discute a questão da ética na pesquisa com dados digitais.
A proposta geral é que você realize reflexões e práticas que o capacitem a entender o papel dos dados digitais numa investigação.
Bons estudos.
Informado por pressupostos da pedagogia social, como a centralidade nos processos educativos do aprender a ser, o curso tem o objetivo de introduzir quem participa em discussões e práticas que envolvem o uso de dados on-line na pesquisa social, particularmente no campo da comunicação. No vídeo acima, é feita uma breve exposição sobre o conteúdo e o desenvolvimento dos trabalhos para a realização do curso. Você pode ver a página com Perguntas Frequentes [FAQ], o Código de Conduta, ter acesso ao PDF com a íntegra do curso e consultar todas as Referências do curso.
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Módulo 6
Visualização de dados
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Objetivos de aprendizagem:
- Aprofundar o entendimento sobre a visualização de dados na pesquisa
- Conhecer aspectos que qualificam a produção e a leitura de visualizações
- Aplicar o conhecimento na feitura de visualizações, utilizando os recursos estudados
- Aprofundar o entendimento sobre a visualização de dados na pesquisa
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Visualização de dados
Como notam vários trabalhos, a visualização de dados na pesquisa pode ser entendida sob dupla perspectiva: método de investigação e meio para comunicar resultados no âmbito acadêmico e para o público em geral.
A produção de visualizações e as análises podem, por vezes, como observado, estar bastante ligadas. Isso ocorre principalmente em análises exploratórias dos dados. Há a ressalva, porém, sobre a necessidade do cuidado para que a organização visual dos dados não induza, de maneira equivocada, a análise. Em outras circunstâncias, pode haver uma dissociação entre a produção de visualizações, a partir de análises.
Mas o que é exatamente uma visualização de dados? Este vídeo explica didaticamente o assunto.
As visualizações e os dados que as informam tendem a ser percebidos como objetivos. Isso ocorre porque os números, historicamente, são vistos como confiáveis. Eles sugerem universalidade, neutralidade e ligação com a ciência. Além disso, as convenções consolidadas ao longo do tempo sobre as visualizações colaboram para que sejam vistas como neutras, meras janelas para os dados. No entanto, essa é uma concepção ingênua, uma vez que as visualizações, assim como os dados, são produzidas a partir de escolhas, decisões sobre o que mostrar e priorizar. Os mesmos dados, sob diferentes perspectivas, podem conduzir a diferentes propostas visuais e mensagens.
O número de possibilidades de produção de visualizações é significativo, mas não ilimitado. A conhecida norma APA descreve, entre os elementos que compõem o trabalho científico escrito, além do texto, as tabelas e figuras. As primeiras possuem um componente visual e podem ser elaboradas de diversas formas, mas com aparência relativamente semelhante. No caso das figuras, entretanto, há mais diferenciação, e o termo engloba, para esta norma, os gráficos, diagramas, fotografias, desenhos e qualquer outra forma de representação ou ilustração não textual.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
O que é uma visualização de dados
Você já ouviu falar de visualizações de dados, já se perguntou o que é uma visualização, por que elas são tão populares ou como você pode entendê-las melhor? Você já se perguntou: o que é visualização de dados? Uma visualização de dados é simplesmente uma representação visual dos dados. Em outras palavras, uma visualização de dados mostra dados estatísticos e numéricos em forma visual, de modo a comunicar seus significados.
As visualizações têm o objetivo de ajudar as pessoas a entender e explorar os dados. Os especialistas acreditam que a representação de dados de forma visual pode ajudar a comunicar o significado dos dados. Além disso, podem dar às pessoas a oportunidade de analisar e examinar grandes conjuntos de dados que, de outra forma, seriam difíceis de entender.
Talvez você já tenha visto ou ouvido o termo infográfico?
Um infográfico é semelhante a uma visualização de dados, mas as duas coisas não são exatamente a mesma coisa. Um infográfico é elaborado para contar uma história específica para um público específico. Ele pode incluir imagens ou informações. Normalmente, não inclui dados. Ele pode apresentar mais “estilo de design” do que uma visualização de dados. Aqui estão alguns exemplos.
Uma visualização de dados, por outro lado, geralmente apresenta um conjunto de dados com o mínimo de edição e tem como objetivo tornar os dados mais acessíveis do que em sua forma bruta. Algumas visualizações de dados também têm o objetivo de possibilitar a exploração dos dados nos quais se baseiam. Uma visualização de dados pode ter sido gerada automaticamente a partir de um grande conjunto de dados, como no caso do Migration in the News [página que não está mais on-line] ou pode ser baseada em um pequeno conjunto de dados, como nos julgamentos de um Time Lord [gênero de personagem ficcional da série de televisão Doctor Who].
Onde podemos ver as visualizações de dados?
A resposta é: em muitos lugares! Isso inclui a internet, a mídia social e a mídia tradicional, como jornais e revistas. Na TV, as visualizações são frequentemente usadas em notícias, por exemplo, durante as eleições, ou em programas esportivos. Você pode recebê-las pelo correio em material de campanha ou publicidade, quando gráficos ou diagramas são usados para convencê-lo de algo, ou em relatórios de seu banco, previdência ou outras organizações.
Aqui estão alguns exemplos de visualizações de dados que estão circulando atualmente. Essa é apenas uma pequena amostra de muitas centenas, para dar uma ideia de como as visualizações podem ser e que tipos de dados elas representam.
O vídeo acima pertence à iniciativa Seeing Data, que reúne pesquisas e ações educativas relacionadas a visualizações de dados.
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Intenções de uso e tipos de gráficos
De maneira geral, os gráficos e diagramas, a partir de agora referidos pelo primeiro termo, são a forma de visualização mais usual. O conhecimento sobre essas visualizações está relacionado à possibilidade de produzir materiais mais adequados do ponto de vista da comunicação científica. Quanto maior a compreensão das possibilidades, dos pontos fortes e limitações de cada possível forma, maior será a chance de boas escolhas.
Intenções de quem produz e experiências de quem vêEm relação à experiência que a visualização proporcionará, um especialista no tema, comenta que há três intenções principais:
- Explicativa: com a peça procurando fornecer um retrato visual dos dados, destacando os principais significados que se busca transmitir.
- Exploratória: nesse caso, as pessoas que veem o material são mais livres, o que é favorecido por produções digitais, interativas e participativas que permitem a manipulação dos dados.
- Expositiva: simples exibição visual de dados, cuja interpretação dependerá fundamentalmente de quem vê. Assim, é mais adequada em trabalhos voltados a públicos com conhecimento do assunto que podem fazer sua própria sua própria interpretação, por vezes apoiada em explicações fornecidas em outro lugar, como um texto ou uma apresentação.
Geralmente, em artigos científicos e outras formas de comunicação internas ao ambiente acadêmico, o uso de visualizações possui objetivos explicativos.
Para aprofundar o entendimento sobre como os gráficos podem ter esse teor, vamos examinar características de categorias, grupos ou famílias dessas visualizações. Como existem muitos tipos de gráficos, as categorizações, a partir das características comunicativas deles, são úteis. Kirk (2019) fez a proposta, sumarizada a seguir, de descrever os gráficos em cinco grupos.
Gráficos deste grupo servem para comparar categorias e distribuições de valores quantitativos.
Alguns gráficos da família:
- Gráficos de barras: horizontais, verticais, agrupadas e empilhadas;
- Gráfico polar;
- Gráfico de radar;
- Gráfico de pontos;
- Historiograma;
- Nuvem de palavras.

Servem para destacar o relacionamento entre o todo e suas partes, bem como hierarquias.
Alguns gráficos da família:
- Gráficos de setores (também chamado de gráficos de pizza), com a variação do gráfico de rosca ou donut;
- Gráfico mapa de árvore (treemap);
- Gráfico de waffle;
- Dendrograma;
- Diagrama de Venn.

São úteis para explorar correlações e conexões.
Alguns gráficos da família:
- Gráficos (ou visualizações) de rede;
- Gráfico aluvial (ou sankey);
- Diagrama de corda;
- Gráfico de dispersão;
- Gráfico de bolhas.
Representam graficamente tendências e intervalos ao longo do tempo.
Alguns gráficos da família:
- Gráfico de linha ou gráfico de ranking (bump chart);
- Gráfico de inclinação;
- Gráfico de área;
- Gráfico de fluxo contínuo;
- Gráfico de Gantt;
- Gráfico de instância.
Essas visualizações produzem o mapeamento de padrões espaciais por meio de sobreposições e distorções.
Alguns gráficos da família:
- Mapa com pinos;
- Mapa de fluxo;
- Mapa de conexão;
- Mapa isoplético;
- Mapas de densidade de pontos;
- Mapa coropléticos;
- Cartograma.
No próximo tópico, serão mostradas recomendações para produzir gráficos com qualidade, com tutoriais que exemplificam o uso dos programas mencionados.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
O que é uma visualização de dados
Você já ouviu falar de visualizações de dados, já se perguntou o que é uma visualização, por que elas são tão populares ou como você pode entendê-las melhor? Você já se perguntou: o que é visualização de dados? Uma visualização de dados é simplesmente uma representação visual dos dados. Em outras palavras, uma visualização de dados mostra dados estatísticos e numéricos em forma visual, de modo a comunicar seus significados.
As visualizações têm o objetivo de ajudar as pessoas a entender e explorar os dados. Os especialistas acreditam que a representação de dados de forma visual pode ajudar a comunicar o significado dos dados. Além disso, podem dar às pessoas a oportunidade de analisar e examinar grandes conjuntos de dados que, de outra forma, seriam difíceis de entender.
Talvez você já tenha visto ou ouvido o termo infográfico?
Um infográfico é semelhante a uma visualização de dados, mas as duas coisas não são exatamente a mesma coisa. Um infográfico é elaborado para contar uma história específica para um público específico. Ele pode incluir imagens ou informações. Normalmente, não inclui dados. Ele pode apresentar mais “estilo de design” do que uma visualização de dados. Aqui estão alguns exemplos.
Uma visualização de dados, por outro lado, geralmente apresenta um conjunto de dados com o mínimo de edição e tem como objetivo tornar os dados mais acessíveis do que em sua forma bruta. Algumas visualizações de dados também têm o objetivo de possibilitar a exploração dos dados nos quais se baseiam. Uma visualização de dados pode ter sido gerada automaticamente a partir de um grande conjunto de dados, como no caso do Migration in the News [página que não está mais on-line] ou pode ser baseada em um pequeno conjunto de dados, como nos julgamentos de um Time Lord [gênero de personagem ficcional da série de televisão Doctor Who].
Onde podemos ver as visualizações de dados?
A resposta é: em muitos lugares! Isso inclui a internet, a mídia social e a mídia tradicional, como jornais e revistas. Na TV, as visualizações são frequentemente usadas em notícias, por exemplo, durante as eleições, ou em programas esportivos. Você pode recebê-las pelo correio em material de campanha ou publicidade, quando gráficos ou diagramas são usados para convencê-lo de algo, ou em relatórios de seu banco, previdência ou outras organizações.
Aqui estão alguns exemplos de visualizações de dados que estão circulando atualmente. Essa é apenas uma pequena amostra de muitas centenas, para dar uma ideia de como as visualizações podem ser e que tipos de dados elas representam.
O vídeo acima pertence à iniciativa Seeing Data, que reúne pesquisas e ações educativas relacionadas a visualizações de dados.
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Produção e leitura de visualizações
As decisões de design afetam a eficácia das visualizações de dados. Sosulski (2019) procura, recorrendo a diferentes especialistas, sugerir padrões essenciais de design aplicáveis às visualizações, de maneira geral. O conhecimento desses dez padrões, colabora na produção de gráficos de mais qualidade.
A legibilidade de um gráfico está diretamente ligada à resolução e ao formato do arquivo. Para impressões de qualidade em papel, o ideal é 300 pontos por polegada (dpi), e para web de 150. Acima está uma caixa de opção de programa de edição, mostrando onde alterar esse parâmetro.
Formatos de arquivo usuais para o primeiro meio são TIFF, EPS e PSD. Já para o segundo, JPG, PNG e GIF. O formato SVG possui vários diferenciais interessantes, principalmente o fato de ser escalável, o que o torna um arquivo de trabalho bastante útil. As imagens dos gráticos podem ser retrabalhadas, com alterações de cores em vários programas on-line como Photopea e Boxy SVG.
Cores devem ser usadas apenas quando corresponderem a diferenças nos dados. Por vezes, podem ser utilizadas quando se quer destacar somente um aspecto do gráfico, como uma barra ou linha específica. No exemplo acima, de um gráfico de rosca com dados de seguidores no Instagram de dez influenciadores brasileiros, a cor assinala os jogadores de futebol. Porém, é importante garantir contrastes de cor que facilitem a visualização também em escala de cinza. Esse aspecto é prejudicado, no caso, e o destaque desejado é perdido. O valor simbólico e cultural das cores é outro aspecto que merece reflexão.
Geralmente quando inseridos em textos acadêmicos, os gráficos possuem numeração sequencial e títulos descritivos. No entanto, a forma exata depende do padrão utilizado por alguma publicação ou da norma que deve ser utilizada. Veja como se estruturam gráficos nas normas ABNT e APA. Nesse aspecto, é importante garantir a uniformidade formal, ao longo de um trabalho.
Aspectos como o esquema de cores, o tamanho, a família tipográfica e a direção do texto afetam a capacidade de leitura de um gráfico. Textos na horizontal são mais fáceis de ler. O uso excessivo de fontes em itálico e negrito também deve ser evitado, por razões de legibilidade. Todos os elementos textuais do gráfico (rótulos de eixo, escalas, rótulos de dados etc.) devem ser legíveis. No exemplo acima, em gráfico de árvore a partir dos mesmos dados sobre influenciadores locais, há dificuldade de leitura nos nomes de influenciadores que não são jogadores de futebol, devido a um problema de contraste.
Os eixos x e y dos gráficos devem possuir incrementos lógicos (0, 1, 2, 3, 4...; 0, 2, 4, 6, 8...; 0, 10, 20, 30, 40...; 0, 50, 100, 150, 200, 250... etc.), mas não necessariamente iniciando em zero.
É recomendável que o valor final do eixo y esteja próximo, em alguma medida superando, do maior valor de algum dado neste eixo (como nos casos acima). Veja outro exemplo.
Os dois gráficos de área mostrados acima foram construídos com os mesmos dados sobre visualizações de vídeos no YouTube que mencionam o termo “Marielle”. No entanto, o período de agregação dos dados do gráfico da esquerda foi anual e o outro, trimestral. Isso gerou a mudança na forma geral que é visualizada. Dependendo do que se quer destacar num trabalho, um ou outro gráfico poderá ser mais adequado.
O livro influente de Edward Tufte The Visual Display of Quantitative Information (2007/1983) introduziu noções, como a de integridade gráfica e fator de mentira (lie factor), relevantes para a discussão sobre como a apresentação visual pode induzir interpretações enganosas dos dados. A forma principal de manipulação, intencional ou não, é quando a codificação visual distorce o tamanho da correspondência entre os valores. Esse é o caso, bastante evidente, do gráfico acima, discutido numa postagem sobre o tema.
A representação seletiva de dados ou períodos de tempo relacionados a eles, o uso de eixos não rotulados ou enganosos, a apresentação de gráficos 3D que confundem proporções são alguns outros pontos que prejudicam a integridade visual dos dados.
A escolha de um modelo inadequado de gráfico pode também prejudicar a interpretação dos dados. Os dois gráficos mostrados no item 5 possuem problema. Examine o dataset e reveja-os. Qual o problema? Veja se acertou.
O site VisLies apresenta galerias anuais com visualizações que induzem a erros de interpretação.
Os dois gráficos de linha acima mostram os mesmos dados referentes a matérias que mencionam Marielle Franco publicadas no jornal Folha de S.Paulo. O da esquerdo dificulta a leitura dos dados, pelo excesso de grafismos. Elementos gráficos meramente decorativos, redundantes ou desnecessários nas visualizações desviam o foco da exibição dos dados. Desse modo, prejudicam a eficácia dos gráficos em análises de dados.
Vale a pena ver as transformações, em termos de eliminação de excessos visuais, em gráficos de barra, de pizza, tabelas, e mapas, produzidos pela empresa Darkhorse Analytics.
A noção de densidade de dados remete à quantidade de elementos (linhas, pontos, tipos etc.) inseridos no gráfico. Deve-se buscar uma relação adequada entre o que se mostra e a capacidade de identificar o que é relevante.
No gráfico acima, elaborado a partir das notícias com o termo “Marielle” publicadas em veículos on-line locais, há uma excessiva densidade. Isso torna inviável perceber os aspectos importantes que o gráfico poderia comunicar, por exemplo, qual veículo publicou mais. Resolver esse problema, em cada situação, poderá envolver a retirada de elementos redundantes (como no exemplo anterior), o aumento do tamanho do gráfico ou escolha de outro tipo de visualização. Para gráficos de linha, uma possibilidade é o uso dos gráficos de Pequenos Múltiplos (Small Multiples), modelo proposto por Tufte. Em relação ao exemplo, fica claro que os veículos UOL e O Globo publicaram mais matérias sobre o tema.
Este padrão está relacionado à qualidade e ao nível de granuralidade (detalhamento) dos dados. O primeiro aspecto se associa, além dos aspectos discutidos no Módulo anterior, a questões como: grau de confiabilidade da fonte dos dados, possuir descrições sobre a metodologia para a obtenção dos dados, suas variáveis e dimensões, bem como informar a data em que foram coletados. O nível de granuralidade depende do objetivo da visualização.
No entanto, note que o gráfico acima, elaborado a partir da contagem das interações (likes e comentários) de vídeos do YouTube que mencionam Marielle Franco possui menor granularidade do que essa visualização, que separa essas variáveis pelas categorias de vídeos, adicionando informação. Além disso, nesse modelo de gráfico dinâmico para web (conforme o mouse passa pela barra, são mostradas informações numéricas) é possível inserir link para os próprios dados com os quais foi produzido o gráfico.
É praxe, sobretudo na comunicação científica, indicar a fonte dos dados de gráficos, inclusive quando os dados foram produzidos por quem fez a pesquisa. Daí, isso é informado. Por vezes, podem ser inseridas informações relevantes para a compreensão da visualização: certo tipo de tratamento nos dados ou alguma opção de visualização (como a distribuição escolhida para os gráficos de rede) e eventualmente o próprio software utilizado.
A leitura de gráficos é uma habilidade associada à capacidade de produzi-los. A análise crítica preocupada com o modo como eles aparecem, em trabalhos acadêmicos e em geral, pode ajudar. É, inclusive, uma possível forma de inspiração para ajudar alguém a elaborar visualizações mais interessantes. A respeito da produção e leitura de gráficos, o projeto Seeing Data, que reúne várias pessoas que desenvolvem pesquisas na área de visualização de dados, possui um material de qualidade para estudar o assunto. Um dos conteúdos, adaptados aqui, sugere que se enfatize a leitura de cinco aspectos de qualquer gráfico.
Concluindo esse tópico, você poderá ver, a seguir, pequenos tutoriais em vídeo que exemplificam a construção de gráficos com os programas e serviços mencionados.
Introdução à Análise de Dados On-Line
Gráfico de interações em vídeos no YouTube sobre Marielle, separados pela categoria do vídeo
Observe que o gráfico acima possui características interativas e, portanto, é uma forma mais eficaz de comunicação quando é publicado digitalmente.
4CAT - Mural de imagens do TikTok
Com um dos processadores analíticos do aplicativo foi feita a contagem de hashtags e produzido um mural de imagens das postagens.
Veja o tutorial
RAWGraphs - Gráficos de rosca, pizza e dendrograma
Os dois primeiros usaram os dados de influenciadores brasileiros e o dendrograma foi construído a partir dos links dos sites das entidades científicas da comunicação.
Veja os tutoriais: gráfico de rosca, gráfico mapa de árvore e dendrograma
Tableau - Gráficos de barra, linha e área
O primeiro tutorial utiliza os dados do TSE de gastos e recursos de candidatos; o segundo, os das matérias de um jornal com o termo “Marielle”. Já o terceiro, o número de publicações de vídeos em um canal do YouTube.
Veja os tutoriais dos gráficos: barra, linha e área
Flourish - Gráficos de pequenos múltiplos (linha) e de barra dinâmico
O primeiro gráfico utiliza dados de notícias sobre Marielle Franco em veículos on-line e o outro, explorando as possibilidades interativas dos gráficos digitais, explora novamente os dados do TSE sobre gastos e recursos de candidatos.
Veja os tutoriais dos gráficos: pequenos múltiplos e dinâmico de barra
Datawrapper - Gráficos de barras horizontais agrupadas e dinâmico
O primeiro destes gráficos de barras permite comparar, entre um conjunto de revistas, o número de textos publicados de autoria com vínculo institucional no Brasil ou exterior, enquanto o segundo apresenta uma comparação entre interações de pessoas que viram vídeos sobre Marielle no YouTube e a categoria do conteúdo postado.
Veja os tutoriais de gráficos de barras: horizontais agrupadas e dinâmico
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Remoção de excessos em gráfico de barra
Passo a passo de retirada de excessos em gráfico de barras.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Remoção de excessos em gráfico de pizza
Passo a passo de retirada de excessos em gráfico de pizza.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Remoção de excessos gráficos de tabela
Passo a passo de retirada de excessos gráficos de tabela.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Remoção de excessos gráficos de mapa
Passo a passo de retirada de excessos gráficos de mapa.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Cinco aspectos de um gráficos para se prestar atenção
Adaptado de Making sense of data visualisations.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Estrutura de gráfico na norma ABNT
Reproduzido de Diretrizes para Apresentação de Dissertações e Teses da USP.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Estrutura de gráfico na norma APA
Reproduzido de Student Paper Setup Guide, APA Style 7th Edition.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Indicação de número de eixo y em gráfico
Reproduzido de Bigger is better: Maxing your axis.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Gráfico do tipo Pequenos Múltiplos
Esse tipo de gráfico favorece a comparação, quando há muitas dimensões que juntas dificultam a visualização.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: 4CAT - Mural de imagens do TikTok
O tutorial mostra também a possibilidade de contar as hashtags de um dataset de postagens dessa plataforma.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: RAWGraphs - Gráfico de rosca
Tutorial descrevendo a produção desse tipo de gráfico, a partir de dados sobre influenciadores brasileiros.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: RAWGraphs - Gráfico mapa de árvore
Tutorial descrevendo a produção desse tipo de gráfico, a partir de dados sobre influenciadores brasileiros.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: RAWGraphs - Dendrograma
Tutorial descrevendo a produção dessa visualização, a partir de dados sobre links nas páginas de duas associações científicas brasileiras.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Tableau - Gráfico de barras agrupadas e empilhadas
Tutorial descrevendo a produção dessa visualização, a partir de dados obtidos do site do TSE.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Tableau - Gráfico de linha
Tutorial descrevendo a produção dessa visualização, a partir de dados obtidos no acervo digital do jornal Folha de S.Paulo.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Tableau - Gráfico de área
Tutorial descrevendo a produção dessa visualização, a partir de dados coletados do canal do YouTube do Instituto Marielle Franco.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Flourish - Gráfico dinâmico de barra
Tutorial mostrando como elaborar um gráfico deste tipo, a partir de dados coletados do TSE.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Flourish - Gráfico dinâmico de barra
Tutorial mostrando como elaborar um gráfico deste tipo, a partir de dados coletados do TSE.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Datawrapper - Gráfico de barra dinâmico
Tutorial mostrando como elaborar um gráfico deste tipo, a partir de dados coletados do YouTube.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Datawrapper - Gráfico de barras horizontais
Tutorial mostrando como elaborar um gráfico deste tipo, a partir de dados coletados do Google Scholar.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Tutorial: Flourish - Gráfico de pequenos múltiplos
Tutorial descrevendo a produção dessa visualização, a partir de dados coletados de veículos on-line brasileiros com notícias envolvendo Marielle Franco.
Introdução à Análise de Dados On-Line na Pesquisa em Comunicação
Escolha adequada de gráfico
Gráficos de linha sugerem uma tendência e uma continuidade temporal que não podem ser inferidas dos dados. Em outras palavras, não é possível dizer que os vídeos publicados em 2018 foram vistos neste ano ou em ano posterior. O dataset apenas informa o número de visualizações de cada vídeo, mas sem informar quando elas ocorreram. Por conta disso, uma visualização mais adequada dos dados seria a partir de um gráfico de barra, como acima, por exemplo.
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Aberto: domingo, 24 nov. 2024, 00:00Vencimento: quarta-feira, 31 dez. 2025, 00:00
A partir dos dados coletados por você, com base no que viu neste módulo, produza algum tipo de visualização e a insira em um documento de texto. Faça um texto descritivo, abaixo da visualização, em que aponte aspectos importantes relacionados aos dados que a visualização ajuda a perceber. Suba essa atividade para o ambiente.
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Faça os exercícios propostos para consolidar aprendizados sobre o assunto estudado.
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