Instituto de Física de São Carlos

A ideia de utilizar tecnologia e máquinas como recurso educacional não é nova. Diferentes versões e abordagens surgiram (e morreram) ao longo das décadas, mesmo antes do uso dos computadores. Um célebre exemplo foi a máquina de ensinar de B. F. Skinner. 

Entretanto, as opções nunca foram tão reais, tão promissoras (abrangentes) e tão acessíveis como hoje. Ainda assim, em plena sociedade da informação, os desafios educacionais são muito grandes.

Apesar do custo de computadores ser o mais baixo da história (é possível comprar um computador por 25 dólares ou menos!), e da preocupação crescente dos governos sobre o preparo dos professores nas tecnologias da informação, é ainda muito frequente a figura daquele que não sabe usar essas tecnologias de forma adequada, especialmente na rede pública.

O problema está, geralmente, em não se saber utilizar as tecnologias e ferramentas que são feitas disponíveis. Esse é um problema que persiste também na própria formação de professores e a situação é ainda mais grave nas escolas públicas onde, mesmo quando há recursos computacionais, muitos não são utilizados por falta de conhecimento.

Nesta proposta procuramos fazer uma pequena contribuição para tentar mudar esse cenário. A ideia é buscar formas de explorar plataformas computacionais de baixo custo, como ferramentas para o ensino, especialmente no ensino de ciências.

As plataformas exploradas incluem sistemas computacionais completos (hardware e software), do tamanho de um cartão de crédito, custando entre US25eUS45. Serão explorados também softwares abertos (open-source) em conjunto com propostas pedagógicas inovadoras, que busquem tirar vantagem dessas novas tecnologias, na sala de aula da rede pública de ensino.

Promover a atualização científica à professores da educação básica na área de ciências da natureza; Instrumentalizar o professor no uso das tecnologias e da experimentação como ferramentas de inovação no processo ensino-aprendizagem contextualizando o ensino de física; Praticar o discurso dialógico no uso das tecnologias e experimentação com o intuito de desenvolver nos alunos uma aprendizagem autônoma;

Favorecer a criação de espaços de diálogo, reflexão e compartilhamento sobre a prática docente no cotidiano escolar;
Mobilizar os professores, através da inserção de tópicos no decorrer do curso, com base no diagnóstico de suas necessidades reais e imediatas, a serem professores-pesquisadores, autônomos em sua prática docente, críticos em relação às fontes de informação disponíveis, a fim de que se tornem multiplicadores de suas ideias e conhecimentos.